<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7952990163196053864</id><updated>2012-01-08T21:26:11.241-02:00</updated><title type='text'>Fui, Sou e Serei!</title><subtitle type='html'>Leopoldo Fernandes de Moraes</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Leopoldo Fernandes de Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02409989508836532140</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/TAak6mLlYEI/AAAAAAAAAEM/LFl4UZSlG8E/S220/Foto.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>3</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7952990163196053864.post-8517515057077170186</id><published>2009-09-13T18:03:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T18:03:01.348-03:00</updated><title type='text'>Mesa branca só se a toalha for branca!</title><content type='html'>Abordar um tema como religiosidade é sempre delicado, mas não venho polemizar. Antes dos esclarecimentos, acredito (visão pessoal) que qualquer tipo de segmento religioso presente no ser humano é, antes de tudo, certa dose de inconformismo e reflexão sobre a vida. Ninguém pode negar a única certeza que nos rodeia desde o momento em que nascemos: a certeza de que morreremos. Engraçado observar como a morte, apesar de ser uma certeza, ainda é repudiada e vista com muito medo e dor pelas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1a1WU9U8I/AAAAAAAAADE/j9L_UDxQSCk/s1600-h/Texto+2+-+01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1a1WU9U8I/AAAAAAAAADE/j9L_UDxQSCk/s320/Texto+2+-+01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O Dia da Morte -&amp;nbsp;pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Agora, pensemos: se nascemos com esse “medo”, se nascemos com essa “dor”, se nascemos com a certeza desse fato inevitável, porque evitamos refletir sobre essa “dica” que a vida nos dá? Parece uma voz interna que volta e meia nos atormenta: “Sabia que um dia todos morreremos? Sabia que um dia tudo isso que você é deixará de ser? O que você acha disso? Tem medo de morrer? Sofre quando alguém que você ama morre?”.&lt;br /&gt;Deixemos de ouvir a voz interna e ouçamos a Ciência. Essa sim está por dentro dos “últimos acontecimentos” e nos dirá, para nossa tranquilidade (?) (voz fria, reta, rápida e sem gaguejos): “Conforme-se! A vida é isso, início, meio e fim, transformação de elementos ao longo de bilhões de anos desde o Big Bang. Lembra-se? Big Bang? O início de tudo? Aquela matéria e energia comprimidas em um único ponto que explodiu há mais de 13 bilhões de anos atrás? Pois é, aceite! Hoje Leopoldo, amanhã adubo! Desculpe, popularizei, são elementos transformados!”. Mas, Senhor Cientista, uma coisa é ser um elemento que se transforma ao longo de bilhões de anos sem saber nem que é um elemento, outra coisa é ter consciência que sou um elemento, ou seja, um elemento que faz uso da razão, discernimento, que antes de virar adubo, desenvolve sentimentos por outros elementos. Mas que merda é tudo isso então? Depois de bilhões de anos cheguei ao topo da cadeia alimentar com esse diferencial soberbo que é ter razão, tenho um pai, uma mãe, irmãos, amigos e pessoas que amo, trabalho, fiz faculdade, cumpro com o rodízio de veículos e obedeço às várias outras regras sociais existentes, pago imposto, fico puto da vida quando meu time de futebol perde, e, no final das contas, porque fazemos essa porra toda se no final tudo acaba em adubo? (antes acabasse em pizza!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1bW9KR0WI/AAAAAAAAADM/HyU7d3X9BC8/s1600-h/Texto+2+-+02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1bW9KR0WI/AAAAAAAAADM/HyU7d3X9BC8/s320/Texto+2+-+02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Imagem do nascimento de estrelas a 12 bilhões de anos-luz da Terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Amo a Ciência e já cheguei a me emocionar diversas vezes com descobertas científicas nos vários campos de pesquisa por esses cientistas memoráveis, mas precisei balancear essa voz científica com a voz interna. Sinto que, se todos fossem ouvir só o discurso científico, entraríamos numa onda anárquica e caótica.&lt;br /&gt;Eis que surgem em nossa história as religiões e seus rituais (religião, do latim, ligar novamente ou religar) para tentarem abrandar a angústia do medo e para os que não se contentavam em simplesmente virar adubo! Difícil é observar que a maioria das religiões tem contribuído para aumentar a angústia ao invés de abrandar. A maioria das religiões não consegue responder de forma satisfatória sobre essa dúvida que nos cerca desde o nascimento. Nem vamos comentar sobre as religiões que, além de não responderem, exploram as pessoas em suas angústias. Se as religiões existem para que possamos nos ligar novamente com a Verdade, para que possamos responder a essa dúvida que nos angustia, então no mínimo deve haver um balanço entre razão e fé. Deve haver uma resposta que una o que a ciência explica e o que a ciência ainda não pode explicar. Afinal de contas as religiões são criações do homem, ou seja, pelas mesmas pessoas que nascem com nossa maior dúvida e certeza. Deve haver equilíbrio, deve haver estudo, deve haver uso dessa capacidade que é, justamente, a capacidade que cria nossa maior dúvida desde que nascemos: a capacidade de pensar e refletir. É aí que ferra tudo de vez! As pessoas não questionam, as pessoas não estudam, as pessoas aceitam o que alguns dizem ser a Verdade porque pensam que esses alguns possuem uma capacidade maior que a delas de ver e entender a Verdade. Por falta de estudo, por falta de uma metade científica nas pessoas, por estarem tão angustiadas com a dúvida primordial e por estarem presas aos afazeres cotidianos, as pessoas sucumbem ao que é “imposto” pelas religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1b5_Ga3zI/AAAAAAAAADU/A6GnZNtwd1Y/s1600-h/Texto+2+-+03" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1b5_Ga3zI/AAAAAAAAADU/A6GnZNtwd1Y/s320/Texto+2+-+03" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Basílica de São Pedro no Vaticano&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu não sucumbi! Lógico que quem questiona é sempre visto como subversivo, mas preferi arrancar esse medo do peito, e fui logo usando a ferramenta que me difere do elefante e do mosquito. Resultado disso é que fui expulso três vezes das minhas aulas de catecismo. A primeira expulsão foi porque questionei: “Uma pessoa que não se arrepende de seus pecados é mandada pro Inferno, mas e se depois de estar lá um tempo ela se arrepender? Ela é resgatada de lá?”. A resposta foi “não”, e logicamente foi seguida de uma nova pergunta “por quê?”, seguida por uma inteligente nova resposta “porque não!”. E na ausência de uma explicação mais clara eu bradei: “Então vai queimar no fogo do Inferno!”. Fui expulso! Minha segunda expulsão foi por perguntar como a Maria podia ser virgem e ter tido um filho. E a terceira expulsão foi porque eu já estava cheio de nunca ver lógica em várias coisas, nunca receber respostas claras, então, comecei a sabotar a aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1c2xJJ2sI/AAAAAAAAADc/wHuI45jfTlg/s1600-h/Texto+2+-+04.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1c2xJJ2sI/AAAAAAAAADc/wHuI45jfTlg/s320/Texto+2+-+04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;O Inferno de Dante Alighieri. Dante e Virgílio no Inferno, quadro de William-Adolphe Bouguereau&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Hoje vejo que quem quer respostas e busca por elas, as recebe. Não recebemos de forma direta, mas por vias muito mais maravilhosas. Em um curto namoro de três meses com um doce de mulher, conheci através da mãe dela o Espiritismo. Se o namoro não deu certo porque eu não estava inteiro para poder retribuir à atenção e carinho que recebia, meu espírito investigativo aproveitou a relação para sondar minha sogra com algumas perguntas sobre o Espiritismo. Como todas as minhas perguntas tinham respostas e minha sogra se sentiu num interrogatório interminável, ela me aconselhou o que hoje aconselho para todos: estudar. Não adianta ver pelos outros, e sim, por si próprio, através do próprio estudo. Ela me deu um pequeno livro chamado Livro dos Espíritos no dia 19 de Janeiro de 2001 e desde então estudo o Espiritismo.&lt;br /&gt;Quer saber se consegui aliviar a angústia sobre a única certeza que temos na vida? Não, porém, não porque não sei o que ocorre depois da morte, mas porque hoje sei qual a importância da vida. Mesmo estudando muito e ainda não conseguindo manifestar em gestos e palavras a importância que a vida deveria receber de mim, quando os outros me perguntam se tenho uma religião, respondo que tenho um estudo: o Espiritismo. Daí vem aquelas perguntas de quem nunca se deu ao trabalho de pesquisar sobre as religiões: “mas você é espírita mesa branca?”, e eu sempre respondo, “só se a toalha da mesa for branca porque se for azul eu serei um espírita mesa azul”. Ou ainda tem aquela pergunta: “você é espírita kardecista?”, e eu sempre respondo, “se eu seguisse Allan Kardec poderia ser, mas não é ele que eu estudo e sim às máximas e explicações de Jesus Cristo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1do6bi6XI/AAAAAAAAADk/C_sDoWwU_Xw/s1600-h/Texto+2+-+05.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" mq="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1do6bi6XI/AAAAAAAAADk/C_sDoWwU_Xw/s320/Texto+2+-+05.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Túmulo de Allan Kardec em Paris&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existem diversos caminhos que podem nos levar para um mesmo destino. Acredito que o segredo não é pegar o caminho mais longo e nem o mais curto, mas estudar o caminho que se vai percorrer em todos os seus detalhes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7952990163196053864-8517515057077170186?l=leopoldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/feeds/8517515057077170186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7952990163196053864&amp;postID=8517515057077170186' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default/8517515057077170186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default/8517515057077170186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/2009/09/mesa-branca-so-se-toalha-for-branca.html' title='Mesa branca só se a toalha for branca!'/><author><name>Leopoldo Fernandes de Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02409989508836532140</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/TAak6mLlYEI/AAAAAAAAAEM/LFl4UZSlG8E/S220/Foto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/Sq1a1WU9U8I/AAAAAAAAADE/j9L_UDxQSCk/s72-c/Texto+2+-+01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7952990163196053864.post-2962095317214255126</id><published>2009-09-06T00:01:00.003-03:00</published><updated>2009-09-10T13:35:01.325-03:00</updated><title type='text'>Melhor Ulisses do que Helena!</title><content type='html'>A primeira sessão iria ocorrer uma semana antes, mas sabotei a mesma. Disse que estava preso no trânsito e que não conseguiria chegar, ou seja, menti, pois apesar de realmente estar no trânsito, eu saí do trabalho com antecedência de sobra para enfrentar o caos da cidade e chegar a tempo. Queria organizar melhor meu discurso para a primeira sessão. Lógico que o famoso frio na barriga também estava presente, acredito que até mais presente do que a preocupação em organizar o discurso. Iniciar um processo de autoconhecimento dá medo, afinal, sabia que não encontraria só jardins de flores. O medo maior era não encontrar flor, apenas um grande lodaçal a ser drenado com muita paciência e tempo.&lt;br /&gt;Discurso afinado e medo superado, na semana seguinte eu cheguei meia hora antes e fiquei aguardando pela primeira sessão. Foram trinta minutos de espera onde repeti um mantra: meu discurso. Quando tinha entre 21 e 22 anos, quis iniciar terapia. Nessa sessão eu só chorei e saí de lá acreditando que minhas aflições eram muito pequenas e fáceis de serem resolvidas sem auxílio de um terapeuta. Mais ouvi do que falei. Resultado: nunca mais voltei e nem dei satisfação por não ter voltado. Como o terapeuta, nessa minha nova tentativa, era o mesmo, talvez eu tenha tido essa preocupação em organizar melhor o discurso da primeira sessão, afinal, agora tenho 30 anos, agora tenho aflições maiores, agora não está sendo tão fácil resolver a parada e agora eu não ia fugir. Da primeira vez também não era fácil, mas é que eu era bem mais orgulhoso.&lt;br /&gt;Um corredor de dois metros separa a sala de espera da sala da terapia e o mesmo possui duas portas em cada uma das extremidades. A sala de espera é perfeita para fazer o mantra do primeiro discurso. Música clássica de fundo, uma pequena fonte com barulhinho de água escorrendo na pedra em um canto, um sofá simples, mas aconchegante, uma mesa de anteparo com garrafas térmicas contendo chá e café (fui de café, chá me dá sono e fiquei com medo de levitar com todo esse clima em volta, mantra e ainda...chá?) e um cinzeiro para pessoas de hábitos nocivos como o meu.&lt;br /&gt;Ouvi a primeira porta se abrir e aguardei a pessoa da sessão anterior sair através da segunda porta. Saíram uma mulher e meu terapeuta. Ela me deu boa tarde, se despediu do terapeuta e foi logo indo embora. Ele me estendeu a mão, me deu um abraço e disse: “Vamos lá Leopoldo!”. Respondi com a firmeza e tranqüilidade de anos (30 minutos) praticando mantra: “Uhum Ulisses!”. Sentei na poltrona que ele me havia apontado e aguardei ele fechar as portas. Sabia que quando ele sentasse na minha frente eu já estaria preparado para aquela pergunta crucial de início de sessão: “E aí? Como você está?”. Na mosca! Era muito importante que a pergunta inicial fosse essa, pois foi com essa que meu mantra iniciava. Provavelmente o mantra seria o mesmo se ele me perguntasse: “Pegou muito trânsito?”, porém ele de cara já perceberia um grave desequilíbrio na resposta: “Mais ou menos, estou um pouco confuso com algumas questões na minha vida.”. Enfim, deu sorte, não passei por desequilibrado e a pergunta inicial foi idêntica à pergunta do mantra.&lt;br /&gt;Fui logo desfiando o discurso com bastante calma e lógica: “Ulisses, eu estou aqui porque estou um pouco confuso com algumas questões na minha vida. Vim entender melhor 3 questões inicialmente: a primeira (levantei o dedo indicador da mão direita e mantive levantado até terminar de falar da primeira, 10 minutos)..., a segunda (levantei o dedo médio, 5 minutos)...e a terceira (levantei o anelar, 10 minutos)...” Yes! 25 minutos de discurso! Não chorei, não gaguejei e não errei uma palavra. Ainda tinha metade da sessão para ouvir algum comentário ou aprofundar melhor cada uma das questões que coloquei. Resolvi aprofundar ao invés de dar um tempo e ver se ele faria alguma pergunta. Eu estava seguro, decidido e continuei: “Ulisses não sei se você lembra, mas quando eu vim para cá alguns anos atrás acabei não voltando, era muito orgulhoso e preferi acreditar que minhas questões eram muito pequenas para eu precisar do seu auxílio, porém sabotei a sessão passada justamente para pensar exatamente no que eu buscaria quando fosse entrar aqui em sua sala. Sabe Ulisses, não sei se as 3 questões que coloquei para você estão relacionadas uma com as outras no sentido psicológico, mas todas me incomodam e quero superá-las porque...” (mais 10 minutos, com os dedos abaixados dessa vez).&lt;br /&gt;Faltavam 15 minutos para acabar a sessão e me silenciei finalmente para ouvir algo: “Leopoldo, estou percebendo que você veio com esse tripé armado (levantou os três dedos como eu havia feito) e tenho certeza que temos muitas coisas para trabalhar aí...” (10 minutos, dessa vez ouvindo).&lt;br /&gt;Restavam apenas 5 minutos e fiz um último comentário: “Ulisses você mudou algumas coisas aqui na sua sala não é? Gostei de como ficou esse quadro...” (se foram os últimos 5 minutos). Terminada a sessão veio a frase crucial de encerramento: “OK, nos vemos na sessão seguinte?” e respondi com ar de dever cumprido e muita vontade de falar mais: “Com certeza Ulisses! Dessa vez o orgulho não vai me fazer recuar. Está na hora de fuçar em muitas coisas aqui dentro de mim.” Ele abriu a primeira porta, colocou a mão no meu ombro e disse antes de ir para a segunda porta: “Já mudei muitas vezes minha sala e os objetos nela, mas queria te avisar que apesar de serem do mesmo período histórico e mitológico, meu nome continua o mesmo, é Aquiles!”&lt;br /&gt;Pedi desculpas e pensei: “O mantra para a próxima sessão será: Boa tarde Aquiles! Boa tarde Aquiles! Boa tarde Aquiles! Boa...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Observação: Fiquei tão envergonhado por ter trocado o nome do meu terapeuta que fui à Internet estudar um pouco de Tróia, Ulisses, Aquiles, Helena, Cavalo de Tróia. Descobri coisas interessantes. Aconselho o site Wikipédia. Segue links abaixo sobre os personagens Aquiles e Ulisses para quem não quiser confundir o nome do terapeuta ou simplesmente para aumentar o conhecimento:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Odisseu"&gt;&lt;em&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Odisseu&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; (sobre Ulisses ou Odisseu)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquiles"&gt;&lt;em&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquiles&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; (sobre Aquiles)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/SqKyvLTmTgI/AAAAAAAAAC8/xZJ0kgH5Afs/s1600-h/Cavalo+de+Tr%C3%B3ia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" lk="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/SqKyvLTmTgI/AAAAAAAAAC8/xZJ0kgH5Afs/s400/Cavalo+de+Tr%C3%B3ia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Cavalo de Tróia em Pintura de Giovanni Domenico Tiepolo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7952990163196053864-2962095317214255126?l=leopoldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/feeds/2962095317214255126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7952990163196053864&amp;postID=2962095317214255126' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default/2962095317214255126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default/2962095317214255126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/2009/09/melhor-ulisses-do-que-helena.html' title='Melhor Ulisses do que Helena!'/><author><name>Leopoldo Fernandes de Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02409989508836532140</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/TAak6mLlYEI/AAAAAAAAAEM/LFl4UZSlG8E/S220/Foto.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/SqKyvLTmTgI/AAAAAAAAAC8/xZJ0kgH5Afs/s72-c/Cavalo+de+Tr%C3%B3ia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7952990163196053864.post-4326979122920184571</id><published>2009-09-03T00:21:00.003-03:00</published><updated>2009-09-03T00:29:54.156-03:00</updated><title type='text'>Fui, Sou e Serei?</title><content type='html'>Pois é, esse foi o título de entrada que escolhi para o blog. Poderíamos filosofar e refletir muitas coisas sobre o significado dele, porém, ele tem apenas um significado: uma conclusão antecipada para todos os textos que serão postados por mim nesse blog. Independente das filosofias, das reflexões, dos questionamentos, das fotos, das citações, das observações e das emoções de quaisquer textos que aqui estarão, escreverei com a certeza que Fui, Sou e Serei FELIZ! E não me refiro aos momentos felizes da vida, e sim, às diversas situações que nos ocorrem, felizes ou não, que me fizeram perceber que tudo opera para sermos mais felizes. Expressar todas essas situações, através dos textos, com as pessoas que por aqui passarem, só auxiliará na criação de novas situações para elas e para mim. Novas possibilidades de sermos mais felizes. Quem quer ser mais feliz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7952990163196053864-4326979122920184571?l=leopoldomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/feeds/4326979122920184571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7952990163196053864&amp;postID=4326979122920184571' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default/4326979122920184571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7952990163196053864/posts/default/4326979122920184571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://leopoldomoraes.blogspot.com/2009/09/fui-sou-e-serei.html' title='Fui, Sou e Serei?'/><author><name>Leopoldo Fernandes de Moraes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02409989508836532140</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/_wAjihTj4AU8/TAak6mLlYEI/AAAAAAAAAEM/LFl4UZSlG8E/S220/Foto.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry></feed>
